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Você já Viveu Hoje?Tua casa não é lugar de se ficar, mas de ter de onde se ir... Mudança de endereçoPessoas, acaba aqui pra mim a saga do "spaces". Porém, inicia-se a era blog spot.. portanto a poesia pára por aqui no "vócê já viveu hoje?" e continua no "D I L A C E R A R T E" (nome ainda sub judice) http://harleydolzane.blogspot.com/.
That's it!
Carpe diem! impressões de um poemaAo poeta e amigo Benny Franklin.
A madrugada
engole tua fala
em seco
o cão
rosna ao caos
poema vário
entre a orquídea
e o grito
fustiga
o outono
acaso sonhas
que, n'outro extremo do trópico,
desarquitetas uma estação
inteira?
Há Tempo incrustado
na ruga da palavra
e um coração em rebuliço
acredita mentir a morte
uma nesga,
miúda nesga,
de memória
da fluorescência da tarde
sobre as montanhas
há a tarde. E a tarde da tarde,
quem irá supor?
Ereto o prazer da fala
voraz o cheiro do esgoto
e como cereja sobre o bolo,
pinga-se demente no céu
uma primeira estrela
sem saber dos animais
que se lambem sob as sombras das árvores
em estranha gramática
mas teu vulto permanece alerta
teu agudo vulto assombra o mito
e arranha céus – não estes
cheios de estéril chumbo,
tua língua de fogo,
o vigoroso bolero, felino
teu verso bolina raivoso
as flores do sonho que se adia
e faz mover a engrenagem
de incêndios de que se vale o poeta
para consumir a vida.
(HFD) Esta obraestá licenciada sob uma Licença Creative Commons. nóO nó
no lento enlace
tarde-mar (efêmero no eterno da memória)
é que prende a atenção.
Ele é que une úmidos
teu sim a meu desgrenhado não.
InterlúdioA hora incerta que antecede a Aurora, não a vejo.
Mas talvez haja uma palavra para explicá-la; uma palavra bonita e cheia de serpentes, uma palavra que me arrombe a janela e derrube o prédio em frente.
Ou não. Talvez não haja Aurora, sequer Tempo, de modo que a tal hora incerta, seja, por assim dizer, o prólogo de um grande truque; “O” grande truque...
O grande despropósito raiando ante os homens doentes da cegueira de só ver o que se quer.
E por isso mesmo, talvez se queira, exatamente, fechar os olhos.
A temperatura que se eleva sutilmente fazendo o suor brotar do rosto em contato com a fronha não é amanhecer;
Ouvi um galo cantar. Mas não sei onde: (logo) não é dia aqui;
em Pequim? Em Marudá? Há dois quarteirões? Na próxima esquina?
O cheiro do café e pão quente não faz a vida despertar.
Talvez o mundo não levante mais.
Mas... e quanto a mim?
(HFD) da palavrada palavra
da pele da palavra
da pálida palavra li(n)da
da pétala desvanecida
da palavra se assim for
se assim flor
se vã inventa
-se cega
se lã lamenta
-se nega
palavra mais que só
que só quer so
-ss ego
palavra sem como
que bebo
couve que não houve
qualquer clamor
do amor que é
medo que é surdo.
(HFD) .verso = ver só
(HFD) ( ) n.°2Um punhado de mim põe-se diante do, hoje sujo, mar do arpoador sentindo o gosto bom de quase ser Ipanema ou, logo após, Leblon ou, muito mais remoto, Guamá.
O sol é manso de se ver: diverso de verão; e brinca de pingar o céu aqui e ali (mas nunca em toda parte com o mesmo vigor), como o menino que, cobrindo os olhos com as mãos, sonha ter, simplesmente, sumido do mundo de modo que nenhuma criatura viva ou morta consiga-lhe encontrar, mas que, porém, só pra assegurar-se disso, vez ou outra dá uma olhadela por entre os dedos.
A mulher ao meu lado, de inexistir, distrai-se no profundo que há no ato de passar o batom cor-da-tarde. Leve, levanta-se. Sai. E sai porque, em verdade, nunca estivera ali. Passos trôpegos areia à fora.
O punhado de mim posto em meditação, sonhava outros eus (por onde andam?) e, sem que isso deixasse de ser fato, parte da parte que ele é comoveu-se profundamente com a ida daquela mulher que lhe levou de vez o sol, anoitecendo qualquer possibilidade de, enfim, ser-me.
... atonal...
à Mayra.
...um sorriso disfarçado de brigadeiro de nozes, o arco-íris na água saída do cano quebrado no quintal, todas as cores do teu olhar mal intencionado sobre mim, a música atonal como a lembrança engraçada daqueles dias, daquele cheiro de casa de praia... Ah, esse amor, esse amor diferente, tem um sotaque que me arrasta feito o "erre" que pronuncias com querer tão querido... E queira Deus dessa vez esse amor de "erre" -astado e antigo seja o certo e não um outro errado...
(HFD & Mayra Abreu)
( )minha mente
soffre actualmente
um esvaziamento monumental
e tudo o que nela resta realmente
é de um morno esplêndido gélido sepulcral.
(fragmentos)...continuando...
X
Mas quem vem? Quem vem bater à porta esta hora? Quem vem?
Quem vem lá?
E chega:
- Ainda acordado?
- (silêncio)
- É bom que assim seja e é bom
que a noite seja assim
sem temperos e sem respostas.
É bom
Mas quem?
(A mão folhada
o pesar grave
a grave idade
pesando pesando
o sexo clorofílico)
quem vem lá?
Deixa-o! Gritam de longe, de dentro talvez... Deixa-o... agora murmuram
Agora não mais, agora... depois da ânsia, o tédio de acomodar-se
E ele ali ficou
seguro de saber que o sabiam
no ventre, eternamente nascituro...
e ali edificado
cravou raízes no homem-planta.
Ele resistiu.
À idade da pedra ele resistiu.
À idade do bronze ele resistiu.
À pólvora.
À idade do medo.
Ele resistiu incomunicável
íntegro em substância
ele não tinha pressa (explodir? degenerar?)
adjeto em tantos adjetivos
sem qualquer advertência
era e, tão-somente, era.
Uma úlcera.
Uma fome.
Fogo.
Era Heráclito ou coisa assim.
Era satírico
e já se fazia epidérmico...
XI
E já mostrava a face à superfície
E já metastasiava-me...
Mas, de minha parte mesmo, fazia
procrastinar o irresistível e inevitável
encontro de me mi comigo que nem sei se si consigo... uma solidão cheia de si:
que havia muito de luz ainda no quarto... a mesma luz calma e inútil;
mas onde o interruptor das tantas e urgentes preocupações vazias?
Sim, se ao menos ... o escuro, lembra?...
Sim, no escuro (agora sim) é bem provável que...
Sim, há de ser mais fácil... esbarrar nas (es)quinas das coisas sem azul
Dará a crisálida madura à treva este isto cheio de queres natimortos?
Sim à treva. À treva sem nome, à treva isenta de forma...
Oh, rompe! Descarta o tranqüilo!
Mas onde o bendito interruptor que porá termo
à porção do concreto que o dito real oferece aos sentidos sem sentido algum assim, tão farta?
(oh, não pigmintas tanto assim!)
Acaso, sem ela, pensará a alma em sentir fome? A fome de substância, uma fome fome,
enfim, fome de alma e não de corpo de peito essa dor... sentir-me-ei (in)farto?
Os olhos, os olhos, os olhos... onde a doença dos olhos??? Onde??? Quando???
mas é que nada interrompe o mundo...
e mesmo com algo ainda por ver
o porvir traz sempre, tatuado no peito, o desejo insano de agora
e agora é agora.
Parece que o tempo é chegado...
(HFD) ...continua... almoço ao moçoSem pudor,
permite-se em puro pêlo quase
a manhã fruta ao sol mais atrevido.
Ponteiros acasalam;
resta a réstia última do vestido...
e já nem isso...
Inaugurando
a tarde faminta e úmida,
sem pressa, salivo:
comerei.
(carne)
(...)Costurei um poema de cansaço, sanha, insônia, cabaço e cio
Costurei no cós um belíssimo puta-que-o-pariu.
Custou-me muito mais, eu sei.
Custou-me, mas, nossa!
Como me custa!
Custou-me, mas, nossa!
Como me gusta!
(HFD) (...)À Adriana
Doroti gulosa era
única em seu vestido verde azulado
de um azul tão folha
e um broche no cabelo.
Doroti era única
com barra branca no dito vestido e sapatos de boneca
sobre o mundo bege e cinza do salão
Doroti portava
em uma das mãos
um chocolate
e dava gosto de ver seus olhos enormes salivando
como brigadeiros infantis
(HFD) (fragmentos)...continuando...
IX
Não sei que rumores
cogitam os rumos do trançado
dos fios de meada desses dias sem meio.
Não sei que transversalidades
instituem o novelo lingüístico do perder-se
na dura linha da estrofe embaraçada:
estapeio
e a palavra oferece a outra face.
No escuro
um azul muito tranqüilo derrama-se pelo quarto
(e de que serve ao poema?
um poema,
de quantas horas trancado em si mesmo se faz?
de quantos quilômetros distante?
dentro de quanto tempo em frente ao mar?
de quantas noites entregues a mesma mulher?
um poema,
um poema é de quê?)
Um azul muito tranqüilo, muito tranqüilo
fere de irreal o orgulho imbecil do existir
das coisas daqui.
Fiapos de frases
congregam uma alegria impar e melancólica
no esconder-se por ai;
quina de parede
atrás de quadros
vaso vazio
embaixo da cama: letra e entulho.
De arrancar-te,
restou dores pelo corpo todo e
nas costas e
na ponta da língua e
a brancura do papel lanhado e
a impressão de um belo tão ríspido
que nem se deixa ver.
(HFD) (...)À Magaly
eu sou
sangue
e gozo
e coisa e tal
meu nome é
mortal
meu nome é
mulher
(fatal)
(HFD) PensarDiante de uma crise besta qualquer, uma dúvida imbecil (e as tenho tantas...), numa impaciência pela aparente inação que se experimenta no clímax, na situação de encruzilhada a que as situações (todas elas) nos submetem, não é raro ouvir dos que estão em volta a expressão: "vc pensa demais!" assim, num tom pejorativo, como que apontando o problema de evidente solução (que seria um agir de qualquer forma, ou da forma que apriori seja a mais razoável...)... isso sempre me angustiou e continua a angustiar.
Exige-se que pensemos menos... as coisas são muito rápidas pra se perder tempo parado e coisa e tal... (tempo....tempo....tempo.... é dinheiro e outras coisinhas mais!) e esquecem que talvez, somente talvez, a solução esteja num "parar reflexivo" sem preocupar-se com o termo final... um pairar atemporal... (HFD) "Pensar é uma ação, não apenas uma contemplação no vazio. E é um poder, o poder da transformação dos valores, das ações, dos sentidos. Pensar - num mundo em que o vazio do pensamento nos leva a banalizar as nossas condutas chegando ao mal como falou Hannah Arendt - é um dever, uma ação urgente e essencial que só se realiza e transforma a sociedade quando descobrimos o poder da filosofia como poder de pensar juntos."*
Filosofia Barata n.° 4Apropriação
apropriação do apropriar é negação ao próprio ar de teu atuar a própria ação nega o apropriar:
agir é não ter;
(HFD)(fragmentos)... continuando...
V
Quando o dia veste sua pele mais louca;
quando o cheiro das coisas é mais ácido;
quando as horas travestem os homens nas esquinas opulentas;
quando a mão afaga a descarnada fronte
e o seio dá-se em puro leite;
quando o asfalto racha em ternura;
quando o lábio treme em gozo
e a tez rasgada à unha
destestemunha o tédio em torno
e a rosa explode em mulher e dor desprotegida
e bebe-se em cuias pagãs o grosso sangue deflorado amargaridas amarguradas
e quando a arma queda inútil;
e quando o sino desconjura
tal conjuntura de corpos
conjugados no catre hostil da tarde-manhã impenitente
e quando de tudo resta tão só latente fome
prenhes e deslembrança
VI
Maldito, o delírio faz crer na estática,
na suspensão da mobília diária.
A crueza do tempo perfuma-se
de imagem e permanência
mas permanece mesmo é o gosto das coisas caírem:
não se prega quadros onde não há paredes;
não existe cadeira, mesa, cabide
nessa terra sem chão;
estantes nunca estão
no agora distante.
VII
Deito-me
no infinito Onde,
breve qual bala.
Deito na ausência e tuas mãos
nos teus olhos fechados
no gelo de teu drink
deito; durmo:
mais um dia
e teu poema não murcha...
VIII
Vem cá, planta ordinária!
Vem que quero calar
os calores de tuas ancas
quero quebrar na praia feito mar
o feitiço o coração que é todo sal
teu doce requebrado coração
e os pedaços que perdi...
e os pecados que pequei...
Esse poema cheio de pudores e confusão
tem um dengo em se negar
que não sei quando
não sei em que esquina
não sei.
(HFD) (fragmentos)à menina dos olhos de ressaca.
I
Estou. E teu poema ficou
pelo caminho desenhado
rio ávido de mar
(mar que nunca chega)
À beira de mim.
Lembro tê-lo guardado;
na estante? Na gaveta?
Caixa de sapatos?
Peito abotoado?
Rente. Fundo.
Tanto que me afogo só em sabê-lo vivo ainda;
tanto que cuido permanecer sempre na superfície dos papeis amontoados sobre a mesa
e jamais transgrido a estranha Lei Fundamental que os rege no delicado sobrepor-se e acumular poeira.
Em algum lugar, eu sei, está.
Exatamente como eu, aqui neste quarto.
Diante de uma janela.
Úmido, tendo saudade.
Orgânico, em desespero de estar.
Eu sei, sim, eu sei, está.
E como pesa...
II
Ontem parece
que teu botão de amor
rompeu-me a blusa.
Fiquei nu
perquirindo em teu rastro
uma réstia de mim
um fio de cabelo
um pacote
tempo que não (nos) coube
e de antemão sabia não me achar
Agora há pouco
A flor sem perfume bem quis abrir o peito
– ledo (des)engano –
grave palavra-pétala indigitada
pela ponta do dedo indica-
dor:
“sim, é aqui!”
Sim, o menino ainda (r)existe.
Banha-se na água de teus olhos
Como bem podes ver
prende a primavera nos dentes.
Persiste. Sorri.
III
Sei da febre antiga
que gela a espinha;
sei na escureza do dia
leve, oco, arrogante
da orquídea voraz
sua fome amarela e tardia.
Canso em saber.
Engulo.
Tenho fastio.
O ponteiro marca os delírios
do campo minado
cada qual com seu nome:
ali, um susto;
acolá, sede;
adiante, gozo;
antes, o equilíbrio da palavra-fera
ferawell, ferawell;
além, é o tempo que agua as coisas
trágico e fatal.
tempo-fel
E o jeito de sofre?
Será o mesmo?
Será mais doce?
Mais sério?
O beijo antiácido
aplacará essa azia?
A carne jovem dar-se-á em consolo?
Isso, isso não se sabia.
IV
Mas foi só então,
na eqüidistância de agora,
que revisitei doloso
o canteiro da memória
e bolinei tua flor aberta ao meu juízo reinventado.
Dormente é que se atira a língua
ao azedo do veneno.
É que o Ido, ardiloso,
deixa sempre entender-se apreensível:
finge caber na razão
e disso se aproveita a prepotência
ferrada no couro de toda a rês sapiens.
Encontro-te menina,
que gosto de teu disfarce,
tomo-te cheia da noite que impregna os cabelos.
Incho.
Encho a taça de vinho e soluço
on this waist land
em que me (te) perdi transbordado.
(HFD)
continua... Produtomeu bem,
meu prazo não tem termo;
(paciência, tem)
meu tempo é o necessário;
valho tudo quando desvalhe, eu sei;
mas precisava?
Meteu a colher suja tanto tanto e repetidas vezes (sem que eu chegasse ao fim)
que morri sem validade
ontem no frio de sua geladeira
(houve quem me quisesse imperecível, odeio desapontar...)
Mas, da próxima vez, leia as instruções, sim?
que sou muito bem rotulada...
Aqui: ponha-me em temperatura ambiente
que sou natural
arraque a embalagem a dente,
coma-me em uma noite de insônia, à mesa, em pé,
após uma taça de vinho, sobre a cama (ou onde mais lhe aprouver),
ao poucos... pra não enjoar.
Não me estrague!
fechada conservo-me por muito mais tempo;
aberta, azedo logo...
(HFD)
"(...)
Você não tem idéias
Pra acompanhar a moda Tratando as meninas Como se fossem lixo Ou então espécie rara Só a você pertence Ou então espécie rara Que você não respeita Ou então espécie rara Que é só um objeto Pra usar e jogar fora Depois de ter prazer. Você é tão moderno Se acha tão moderno (...)
Você é tão esperto
Você está tão certo Que você nunca vai errar Mas a vida deixa marcas Tenha cuidado Se um dia você dançar (...)"
(Renato Russo/Dado Villa Lobos/Marcelo Bonfá) Mensagemà Jeanne Gibson.
E vi surgir ali
bem no meio
do devaneio do dia sem idade
um qualquer coisa de se sorrir:
Belisquem-me, por favor!
Que não abri o correio. Não, não abri:
“sonhei contigo hoje e me deu muita saudade!!”
(HFD)
Carpe Diem! Filosofia Barata n. 3O relógio na parede
Sem o relógio na parede
não tenho horas:
perco-as no sofá
em frente à tv.
Sem o relógio na parede
o dia não passa
de abstração.
O relógio na parede
é que faz o tudo passar
concreto;
é a construção do prédio-dia,
andaime do andar das coisas aqui,
o fora do dentro que há dentro de em si
(...dentro de instantes, próxima atração...)
Nada mais atrai.
Sem ele na parede,
paro...
sem reparo
paira atemporal
O que se há de fazer?
Acabou a pilha.
(HFD) Arpoadorà Josette Lassance miro da janela o azul
respiro o frio de pedra. um tanto de ar a repor a dor que aguaste no sem fim do mar meu arpoador...
(HFD) Filosofia Barata n. 2Eu
Eu
não defino, definho.
Eu
tenho uma agonia enorme pra oferecer.
Eu
e a completa ausência do aterro em chuva.
Eu
desterro de
Eu
nem sei onde fico.
(HFD)
Esquecer
do eu
do ido
do eu d'ocê
doido
doeu doce
doído.
(HFD)
Filosofia Barata n. 1O eunuco
eu
não falo
do que
não tenho
não tenho
do que falar
alo
não tenho
calo
não tenho
falo
não tenho ar.
(HFD)
O prédio
Entre os pilares
que suportam
alguns metros cúbicos
do concreto
é melhor ser vão
e existir
- existir, que é existir? -
em gozosa transparência
do tudo mais em suspensão.
(HFD)
“Quando não tiver mais nada
Escudo ou espada
(...)
Já então agora dá
para dar amor.”
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